Os diários da espingarda – Willmut – Dia 1

por Gabriel Molter

Guten Tag! Que vontade de ir embora, acordo e vejo aquele povo estranho que conheci ontem, não sei o que querem, mas eu queria ir pra Picada Verão, na minha fazenda.

Comemos algo que tinha por ali, eu ainda tinha fome, mas deixei que ficasse assim, não como tão bem em lugar nenhum, só em casa…

Esperamos até meio dia, quando a alemoa e o outro cara desceram, foram ver se tinha algum carro na garagem, eu e o piá estavamos ali em cima, ele ficava gemendo de dor, eu mandei criar vergonha na cara e parar de chorar.

Não sei quanto tempo demoraram, pra mim pareceu umas 2 horas, mas, não tinha como saber, quando vi que o elevador começou a se mexer, eu disse pro guri, se for alguém estranho, tu grita , peguei um cabo de vassoura e parei do lado do Elevador.

Öffnet Crap, abriu a porta e o piá gritou, mas parecia uma das vaca mugindo, lá na fazenda, mas tudo bem, não podia pensar em mais nada, tinha que bater no que quer que fosse, virei e taquei o sarrafo.

Não é que era a alemoa, sozinha, virei pra trás pra ver porque o guria tinha gritado. Ele tava estranho, caminhando estrando, vindo que nem aquele povo do posto. Sentei o sarrafo nele também, ele caiu e continuou gemendo.

O cara de verde que tinha descido com a alemoa, tinha dito que eles tavam impregnado, algo assim, e que se fossem mordidos, eles viravam aqueles bicho esquisito. Vi que tinha acontecido com o guri, sentei o pau nele, até minhas mãos doerem, stirbt schwarz!

Peguei ele pelo pé, ela me disse que tava cheio daqueles bicho lá embaixo e que eles tinha comido o cara de verde, que droga, ele estava com minha espingarda, fiquei triste, pela minha espingarda.

Descemos, toquei o piá como isca, os bicho não deram bola, ou eu voltava, ou tentava ir até o carro, resolvi ir adiante.

Tava cheio deles, eu tinha um cabo de vassoura n mão, o jeito foi bater bem forte na cabeça, ele estavam meio tonto, eu acertava uma, e eles caiam, e assim foi indo, como se tivessem lavrando mato na roça, batendo pra frente, derrubando tudo, quando bati no ultimo, olhei, a alemoa tava dentro do carro, fui indo até ele, mas ela ligou ele e sai correndo, Hündin! Eu gritei, eu bati em tudo aqueles bicho, pra ela me deixar ali, que raiva, eu podia abrir um boi com as mão naquele momento…

Voltei pro elevador, e subi pro segundo andar, eu tava morrendo de raiva, quando abriu, tinha 6 daqueles bichos lá, não pensei duas vezes, sai pra fora, furando olho, batendo forte, derrubando, gritando, quando eles gritavam, eu tava batendo neles cada vez melhor. Nada melhor que uma vassoura pra acabar com zumbies.

Matei tudo, nenhum ficou em pé, verdammt! Entrei no primeiro apartamento, não tinha ninguém, olhei pra fora e tava a alemoa, parada, conversando com um cara, o mundo acabando e ela ainda queria trocar conversa fiada…

Eles voltaram, apertei o botão do elevador, eles vieram, fui reto acerta a vagabunda, eu queria matar ela! Mas, ele tava segurando a espingarda na minha fuça, achei melhor não fazer nada. Ahh sim, ela já tava com um homem diferente, esse era mais forte, não reparei muito nele… eu tava brabo.

A gente subiu até o 3º andar, mas tava cheio de bicho, aí fomos pro 4º andar, o homi se chama Jorge, e mora no prédio.

Parei pra escrever isso, não sei se vou ficar vivo até amanhã, mas hoje to bem, já matei um monte desses bicho. Não gosto deles, não gosto dessa cidade. Talvez eu goste dela… morta.

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